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LIVRO: Deus na escola pública

LIVRO: Deus na escola pública

 

O ensino religioso em escolas públicas sempre gerou inúmeras controvérsias em diversos países. Estão em jogo concepções distintas de educação, o papel da religião na organização da sociedade e as relações entre o Estado e a Igreja.

Neste livro, apresento duas visões diametralmente opostas sobre a questão: a do padre Leonel Franca, SJ (1893-1948), fundador da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e a do pastor João Soren (1908-2002), titular da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro de 1935 a 1985, e presidente da Aliança Batista Mundial nos anos 1960-1965.

Em abril de 1931 o presidente Getúlio Vargas assinou um decreto autorizando o retorno do ensino religioso às escolas públicas, que fora banido pela Constituição de 1891. Meses depois, Leonel Franca – um dos maiores nomes da Igreja Católica no Brasil – publicou um livro saudando o decreto presidencial, discorrendo sobre os aspectos pedagógicos, sociais e jurídicos do ensino religioso e explanando as diferenças entre instrução e educação.

De outro lado, o renomado pastor – formado pelo Seminário Batista de Louisville (EUA), detentor de doutorados honorários e várias condecorações militares – escreveu uma obra contundente contra aulas de religião em escolas públicas. João Soren entendia que o ensino religioso ameaçava severamente a separação entre Igreja e Estado e concorria para a extinção da liberdade religiosa, que seria “a pedra angular do majestoso arcabouço das liberdades humanas”.

Meu livro traz à tona o ambiente cultural e político brasileiro dos anos 1930 e 1940. O primeiro capítulo conta um pouco da rica história de católicos e batistas no país. Os dois capítulos seguintes expõem os argumentos do pastor e do padre, com citações que ressaltam os interesses e as preocupações de ambos, além de acalorados debates ocorridos na imprensa e no parlamento. Após grande controvérsia (foi o assunto mais discutido na Assembleia Constituinte!), o ensino religioso foi aprovado na Constituição de 1934, estando em vigor até hoje.

O último capítulo, intitulado O desafio da liberdade, encerra o livro com algumas distinções entre liberdade psicológica liberdade moral. Como conclusão, convido o leitor a refletir sobre esse delicado tema, encorajando assim um diálogo franco e aberto sobre as diferentes maneiras de enxergar o mundo, evitando mal-entendidos que podem gerar tensões e conflitos nas instituições e na sociedade.

São Paulo: Editora Reflexão, 2015, 95p.  O livro pode ser adquirido na editora:
https://www.editorareflexao.com.br/deus-na-escola-publica/p/468

 

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