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Iluminismo: O século das "luzes"

Iluminismo: O século das “luzes”

Uma análise de seus pressupostos e influência nas pesquisas bíblicas

 

Por Danilo Moraes

 

Na Idade Média tínhamos a teologia como a rainha das ciências, e no Iluminismo este papel foi passado para a filosofia e para a ciência. Com o advento do pós-modernismo este papel ficou com a teoria literária.1 Isto serve para esclarecer o demasiado interesse atual pelas ciências literárias, da qual a análise dos textos bíblicos vem se utilizando cada dia mais. Nitidamente se verifica que estas mudanças influenciaram a forma de se compreender o mundo, especificamente os estudos bíblico-teológicos, e que afetou também todo o campo religioso.

René Descartes (1596-1650) “sustentou que não havia necessidade de Escritura revelada, já que a razão nos fornecia ampla informação sobre Deus.” (ARMSTRONG, 2007, p. 181). Em Descartes temos início a alguns dos princípios do pensamento moderno, como por exemplo, a autonomia da razão humana, e no campo da filosofia deu-se a transposição do “ser” para o “conhecer”, por fim, na religião o Deus que criou e revelou-se ao homem deixou de ter a primazia que por sua vez transferiu-se a personalidade que conhece a si própria. Sem dúvida Descartes lançou algumas bases para o Iluminismo. “Seu desejo de desenvolver o conhecimento sobre uma base racional foi um dos alicerces do Iluminismo” (PRATT, 2004, p. 48).

Apesar de as raízes do Iluminismo se encontrar entre os teólogos medievais, podemos dizer que o início do Iluminismo pode ser localizado no começo do século XVII, e provavelmente tem ligações sócio-político com a Paz de Westfalia (1648) que pôs fim a guerra dos Trinta Anos e, com um caráter intelectual à obra de Francis Bacon (1561-1626).

Francis Bacon2com o método da experimentação deu as fundações para uma sociedade moderna. Para Bacon, o método científico envolve três “Tabelas de Investigação”, são elas: “1. agrupar todos os exemplos conhecidos do fenômeno que tenham características semelhantes, 2) observar fenômenos que contrastam entre si de alguma forma e 3) comparar essas observações.” (PRATT, 2004, p. 48). Para Bacon somente podíamos confiar em nossos cinco sentidos, “tudo que não pudesse ser empiricamente demonstrado – filosofia, metafísica, teologia, arte, misticismo e mitologia – era irrelevante.” (ARMSTRONG, 2007, p. 181).

Não sem motivo, que estes três pontos do método cientifico de Bacon, se enquadram perfeitamente com a metodologia usada pelos adeptos da crítica bíblica. Em seu Novum Organum (1620) Bacon deu as bases para a crítica bíblica através de algumas premissas: a) Toda verdade é descoberta indutivamente. b) A ciência é o verdadeiro modelo do mundo. c) A verdade se dá a conhecer de modo pragmático. d) Separação entre ciência e Bíblia. e) A ciência está ausente do Gênesis e de Jó.3 Bacon era um verdadeiro apologista da ciência.

O Iluminismo (também chamado de Era da Razão4) mesmo tendo suas raízes no racionalismo, desvencilhou se do mesmo, pois suas ideias foram além.

A racionalidade do movimento filosófico conhecido como Iluminismo estimulou um modo de pensamento analítico: em vez de tentar ver as coisas inteiras, as pessoas aprendiam a dissecar uma realidade complexa e estudar suas partes componentes. Tudo isso teria profundo efeito na maneira como liam a Bíblia. (ARMSTRONG, 2007, p. 180-181).

 

Comumente, supõe-se que a questão da correta compreensão teológica e da adequada interpretação do Antigo Testamento – ou, em outras palavras, o problema da hermenêutica veterotestamentária – seja uma consequência do Iluminismo e de sua crítica a esse respeito. (FOHRER, 2006, p. 19).

 

As pressuposições filosóficas basicamente tiveram como base o racionalismo de René Descartes (1596-1650), Espinosa (1632-1677) e Leibniz (1646-1716), juntamente com o empirismo de John Locke5 (1632-1704), George Berkeley (1685-1753) e David Hume (1711-1776). Com o advento das ciências modernas contribuiu-se para que surgisse um progresso intelectual, caracterizado pela autonomia da razão. A razão funciona como um cânon da verdade segundo o Iluminismo.

A decadência moral da Revolução Francesa (1789) demonstrou quão frágeis são os ideais do Iluminismo. O Iluminismo teve como característica a auto emancipação humana dos preconceitos, superstições e concepções religiosas herdadas da Idade Média. Também desenvolveu uma nova historiografia caracterizada por uma forte tendência crítica, disposta a negar sem motivos concretos os milagres e eventos sobrenaturais encontrados na Bíblia, simplesmente por não se enquadrarem em suas pressuposições deístas de um universo mecânico.

Iluminismo foi o movimento cultural e intelectual europeu que, herdeiro do humanismo do Renascimento e originado do racionalismo e do empirismo do século XVII, fundava-se no uso e na exaltação da razão, vista como o atributo pelo qual o homem apreende o universo e aperfeiçoa sua própria condição. Considerava que os objetivos do homem eram o conhecimento, a liberdade e a felicidade. O Iluminismo foi chamado pelos franceses de Siècle des Lumières, ou apenas Lumières, pelos ingleses e americanos de Enlightenment e pelos alemães de Aufklärung.6

 

Aquilo que era dito com receio e aceito com ressalvas mesmo entre o círculo crítico em relação aos estudos críticos bíblicos, a partir do Iluminismo foi dito em bom e alto tom e absorvido quase que sem ressalvas pelos críticos.

Immanuel Kant (1724-1804) entra em sena quando o século XVIII estava chegando ao seu final, e juntamente com ele a era do Iluminismo. Em 1784, Kant escreveu um artigo como resposta à pergunta: “O que é Iluminismo?”. E ele mesmo forneceu a resposta:

o iluminismo era a chegada do homem à maioridade. Isso se dava quando o homem saí da imaturidade que o levava a confiar nas autoridades externas tais como a Bíblia, a Igreja e o Estado para dizer-lhe o que devia pensar e fazer. Nenhuma geração deve estar presa aos credos e costumes de eras do passado. Estar preso assim é um ultraje contra a natureza humana, cujo destino se acha no progresso. Kant reconhecia que o século XVIII ainda não podia ser considerado uma era iluminada, mas sim, a era do Iluminismo. (WALTER, 1993, p. 306).

 

Isto mostra que o Iluminismo se caracteriza por uma fé ingênua no homem e em suas potencialidades. Para Kant o lema do Iluminismo era “Tenha coragem de usar sua própria razão.” (STANLEY, 2003, p. 20). Não é sem razão que Grenz e Roger ao tratarem sobre o Iluminismo intitulam o primeiro capítulo de sua obra como “Iluminismo: A Destruição do Equilíbrio Clássico.” (STANLEY, 2003, p. 13).

Kant reduziu a religião à ética, e a ética aos princípios humanistas e racionais. O Iluminismo, assim:

insiste que toda doutrina cristã deve ser julgada pelo tribunal da razão, e assim defendida. Só o que é racional deve ser aceito... As doutrinas da divindade de Cristo, do pecado original, do perdão mediante a cruz, dos sacramentos e dos milagres foram abandonadas, às vezes, com um tom depreciativo. (MACKINTOSH, 2004, p. 24).

 

O que Kant fez, foi subordinar o Cristianismo à religião universal da razão. Ao contrário dos teólogos clássicos que partiam da revelação em direção à razão, a teologia de Kant partia da ração em direção à revelação. Importante lembrar que Kant foi despertado do “sono dogmático” através de leitura das obras de Hume como ele mesmo reconheceu:

Confesso francamente: a lembrança de David Hume foi justamente o que há muitos anos interrompeu pela primeira vez meu sono dogmático e deu às minhas pesquisas no campo da filosofia especulativa uma direção completamente nova. (KANT, 1973, p. 104).

 

Kant passou do dogmatismo para o ceticismo e, finalmente chegou ao criticismo. Dentre suas obras famosas temos: Crítica da razão pura (1781); Crítica da razão prática (1788) e Crítica do Julgamento (1790). “Desde Kant, os pensadores ocidentais abandonaram em grande medida a busca por provas racionais da realidade contentando-se com algo como pressupostos morais.” (GEISLER, 2003, p. 387). Quando “teólogos” argumentam que a Bíblia é infalível somente em questões religiosas ou concernentes a salvação, tem suas raízes no pensamento kantiano. Kant, “estava convencido de que uma Bíblia divinamente revelada violava a autonomia e a liberdade do ser humano.” (ARMISTRONG, 2007, p. 182).

Kant faz uma dura avaliação do cristianismo:

O conceito cristão da revelação — do Deus que Se revelou na história e na experiência pessoal através de eventos e da Sua Palavra — é substituído pela razão. As histórias bíblicas estão perfeitamente em ordem para as massas ignorantes. Apresentam uma maneira pitoresca de lhes ensinar a moralidade. Mas em última análise é a "razão humana universal" que é "o princípio que tem o comando supremo. (BROWN, 1999, p. 67).

 

A nova visão crítica e histórica da Bíblia é em boa parte, o resultado do movimento racionalista e iluminista, que fez surgir pela primeira vez um número surpreendente de problemas que ainda não foram completamente resolvidos.

Os maiores pensadores do Iluminismo em sua grande parte rejeitaram o cristianismo por completo ou o adaptaram a suas concepções filosóficas, produzindo assim grandes heterodoxias no seio da Igreja.

O Iluminismo influenciou grandemente a teologia em diversas áreas, tais como Historicismo,7 Cientificismo,8 Subjetivismo Religioso,9 Antropocentrismo,10 Racionalismo11, Toleracionismo,12 entre outras. Enfim, todas as áreas do conhecimento humano de uma forma ou de outra acabaram sendo afetadas pelo Iluminismo. “Conclui-se que os seres humanos eram capazes de entender racional e naturalmente a si mesmos, o mundo físico, a lei, a religião e a filosofia.” (HILL, 2006, p. 643).

Os exegetas do século XIX viveram num mundo intelectual marcado pela “filosofia das luzes”, onde o ser humano era supervalorizado e a importância de Deus era medida pelo seu valor na vida de cada indivíduo.

Entre as características do Iluminismo e suas tendências se nota um anti-sobrenaturalismo. Tendo como resultado o pluralismo religioso, e influenciando o deísmo, a crítica bíblica e a rejeição da revelação divina. O que se obteve como fruto do Iluminismo sobre a teologia foi uma teologização filosófica, que resultou nas mais diversas formas de ataques a tudo aquilo que a Bíblia dizia ser um evento sobrenatural.

A partir das luzes o iluminismo apaga progressivamente os modos de pensar do passado. “Essa secularização afetará cerca de um quinto dos pastores alemães, ingleses ou escandinavos.” (SUFFERT, 2000, p. 420). Esta forma de racionalismo deu origem ao liberalismo na Igreja e provocou uma ruptura com a Bíblia e com a teologia dos Reformadores. Segundo seus seguidores a teologia é apenas um construto humano, limitado, provisório, subjetivo, que tem que ser feito por cada geração, pois não atende mais as necessidades da próxima. Ou seja, a verdade é relativa.

Não podemos ignorar alguns pontos onde o iluminismo contribuiu para a interpretação bíblica. “Os cristãos colocam a teologia em risco quando ignoram o Iluminismo.” (STANLEY, 2003, p. 13). Este período contribuiu para elaboração do princípio histórico-gramatical de interpretação das Escrituras, e acabou por libertar as pesquisas bíblicas da “camisa de força” imposta pela igreja. Mas, infelizmente foram ao extremo e colocaram a teologia bíblica debaixo do absolutismo e racionalismo.

Foi através de concepções iluministas que se deu uma nova hermenêutica com dois principais pontos: 1) o método histórico-crítico; 2) submeteu a Bíblia à crítica literária radical, o que se deve em grande parte a Witter e Astruc.

Devemos também observar que este período do Iluminismo foi fortemente dedicado à descoberta do que era verdade (pela razão) e do que era superstição ou embuste. Neste aspecto, o ceticismo foi saudável. “Como muitos se vestiam com o manto da autoridade religiosa para favorecer suas próprias invenções intelectuais, o ceticismo era uma defesa muito poderosa contra esse abuso.” (LOWERY, 2010, p. xxxiv)

Em fim, a teologia nunca mais seria a mesma, e a partir deste momento todo discurso religioso não poderia ignorar as mudanças que o Iluminismo impôs na sociedade e principalmente dentro da Igreja.

Partindo das concepções iluministas chegou-se então ao Liberalismo Teológico.

De forma geral, o liberalismo é o resultado do iluminismo, caracterizado pela revolta contra a religião e o cristianismo particular. Seu referencial teórico era o racionalismo e o empirismo – filosofias antagônicas, mas que concluem juntas que Deus precisa ser excluído do universo humano. O resultado disto na academia foi muito profundo.

O liberalismo foi responsável de certa forma ao preconceito sobre a “teologia”. Devido à ascensão do Iluminismo, racionalismo e consequentemente da teologia liberal predominaram nos seminários e estudos teológicos uma postura que negava a fé expressa na Bíblia tal como era sustentada pela igreja antiga e pelos cristãos evangélicos. Com isso o estudo da teologia passou a ser visto com reservas na maioria das denominações, que passaram então a desencorajar seus membros ao estudo da teologia, pois o referencial que tinham de “teologia” passou a ser os referidos teólogos em atividade que eram na sua maioria liberais ou progressistas.

Como pudemos constatar devido, ocorreram inúmeras mudanças sociais e religiosas que contribuíram para um crescimento do método cientifico de estudo da Bíblia. Em um período de aproximadamente quinhentos anos, viu-se surgir compreensões em torno da interpretação bíblica carregadas de pré-suposições humanistas e seculares. Não deixaram de atribuir a Bíblia um sentido religioso, mas suas conclusões são insistentemente contrárias aos sistemas doutrinários evangélicos.

Como constatamos no presente trabalho os adeptos dos ensinamentos do Iluminismo, teólogos existencialistas, liberais, e neoliberais, acreditam não haver verdades absolutas13, ou seja, verdades que sempre são verdades e não mudam, em contrapartida creem ser tudo relativo. Como as “doutrinas” são baseadas em verdades absolutas extraídas da Bíblia apregoam certo preconceito quanto ao ensino de doutrinas. Alguns destes críticos ao negarem a verdade absoluta mostram simplesmente não quererem se comprometer com ela. Se não existe verdade absoluta, então tudo é relativo, e ninguém têm mais certeza do que é certo ou errado, e a unidade social foi corrompida e se perdeu a confiança na verdade no campo religioso.

A Bíblia nos ensina que a verdade vem do próprio Deus (Jo 14.6) e que sua palavra é a verdade (Jo 17.17), a verdade é Jesus (Ef 4.21). O fato de a Bíblia declarar que a verdade é objetiva (existe quer aceitemos, quer não), absoluta, e universal não significa que conhecemos a verdade total e plenamente.

 

 

Bibliografia:

 

ARMSTRONG, Karen. A Bíblia uma biografia. Rio de Janeiro : Jorge Zahar, 2007.

BROWN, Colin. Filosofia & Fé Cristã. São Paulo: Vida Nova. 1999.

FOHRER. Georg. Estruturas Teológicas do Antigo Testamento. Santo André : Academia Cristã, 2006.

GEISLER, Norman L. (Org). A Inerrância da Bíblia. São Paulo : Vida, 2003.

HILL, Andrew E; WALTON, J. H. Panorama do Antigo Testamento. São Paulo : Vida, 2006.

KANT, Emmanuel. Prolegômenos. São Paulo : Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores, Vol. XXV).

LOWERY, Kirk. Escrevendo a História – Como Antes e Agora. In. BÍBLIA de Estudo Defesa da Fé: questões reais, respostas precisas, fé solidificada. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

MACKINTOSH, Hugh R. Teologia Moderna de Schleiermacher a Bultmann. São Paulo : Novo Século, 2002.

PRATT Jr., Richard L. Ele nos deu Histórias: um guia completo para a interpretação de Histórias do Antigo Testamento. São Paulo : Cultura Cristã, 2004.

SIRE, James W. O Universo ao Lado. São Paulo : Editorial Press. 2001.

STANLEY, J. Grenz.; OLSON, Roger, E. A Teologia do Século 20. São Paulo : Cultura Cristã, 2003.

SUFFERT, Georges. Tu és Pedro: Santos, papas, profetas, mártires, guerreiros, bandidos: a história dos primeiros 20 séculos da Igreja fundada por Jesus Cristo. Rio de Janeiro : Objetiva. 2000.

WALTER A., Elwell (ed.). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. São Paulo : Vida Nova, 1993.

 

1 Para uma análise profunda sobre o pós-modernismo e as transformações que vem causando, consultar: (SIRE, 2001. pp. 211-233).

2 “Na obra Novum Organum (“Novo órgão”, no sentido de instrumento de pensamento), Bacon critica a lógica aristotélica, opondo ao ideal dedutivista e eficiência da indução como método de descoberta. Bacon reflete o novo espírito da Idade Moderna, que prestigia a técnica, a experiência, a observação do fatos e repudia a vocação medieval para os debates puramente formais e as estéreis demonstrações silogísticas.” (ARANHA, 1993, p. 85 e 106).

3 Para um comentário sobre cada um desses pontos consultar: (GEISLER, 2003, p. 374).

4 “Razão” nesse contexto entende-se como oposição a “superstição”.

5 Um dos fundadores do Iluminismo, fundamentava-se unicamente na razão.

6 Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda., CD-ROM – 2000, Artigo “Iluminismo (Filosofia)”.

7 Concepção idealística ligada ao neokantismo, e em que se afirma a singularidade absoluta dos fatos históricos e a subjetividade. Quando aplicado à história de Israel, á vida de Cristo e à história da igreja cristã registrada no Livro de Atos, todo o normativo, único ou sobrenatural é dissolvido.

8 Atitude segundo a qual a ciência dá a conhecer as coisas como são, resolve todos os reais problemas da humanidade e é suficiente para satisfazer todas as necessidades legítimas da inteligência humana. (Dicionário Aurélio). Concepção deformada da ciência que consiste em tomá-la como sistema fechado e definitivo e com solução de todos os problemas. Sempre que a Bíblia se encontrar em contradições com nosso saber cientifico, devemos ficar com a ciência, se expressa o Cientificismo.

9 Tendência a atribuir caráter subjetivo à realidade, à verdade e aos valores. A religião passou a ser considerada assunto de cada um, um assunto privado; a certeza tornou-se subjetiva, tendo como base a experiência de cada homem individualmente. Não existe verdade absoluta.

10 No pensamento medieval o homem era predominantemente teocêntrico, o homem moderno se apresenta centrado em si mesmo.

11 Considera a razão isolada do homem como autônoma e como a corte final de juízo.

12 Nesta concepção se busca o estudo comparado das demais religiões, sendo o cristianismo apenas mais uma religião. Com isso nenhuma religião pode se declarar ser portadora totalmente da verdade. Esta concepção leva para o Ecumenismo.

13 Encontramos aqui um paradoxo, pois estes mesmos críticos que alegam não existir verdades absolutas, ao defenderem a negação da verdade absoluta, imediatamente criam uma “verdade absoluta”, ou seja, a de que não existe verdades absolutas.

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